14 de mar. de 2012

ESPECIAL 2012 – Política volta a esquentar nos bastidores da F1

Fim do Pacto de Concórdia e disputa de poder devem marcar negociações nos bastidores

Bernie Ecclestone (Diego Azubel/EFE)

Além da disputa dentro da pista, a F1 deve voltar a ter uma queda de braço nos bastidores, na luta por poder e uma fatia maior dos lucros que a categoria produz.
O atual Pacto de Concórdia, documento que rege as regras comerciais e esportivas da F1 e as relações entre Federação Internacional, equipes e a FOM (chefiada por Bernie Ecclestone), detentora dos direitos comerciais, está para expirar.

Por um lado, os times querem uma fatia maior dos lucros. Em contrapartida, Ecclestone não quer abrir mão da sua parte, e, em meio a tudo isso, a FIA, presidida por Jean Todt, briga para manter o poder e tentar promover uma categoria mais ambientalmente correta.
Na última grande disputa política da F1, em 2009, o então presidente da FIA, Max Mosley, acabou sendo obrigado a renunciar depois de uma ameaça de racha promovida pelos times, que se juntaram em uma nova associação, a Fota (Associação dos Times da F1).
Porém, nos últimos meses, as equipes mostraram dificuldade para se manterem unidas diante das discussões do Acordo de Restrição de Recursos (RRA, que limita os gastos dos times). As primeiras brigas já aconteceram e não se conseguiu chegar a um novo acordo, deixando descontentes nos dois lados.
No começo do ano, Ferrari, Red Bull e Sauber deixaram a Fota, abrindo de vez a crise dentro da associação, que pode até mesmo acabar ao final desta temporada. Um dos principais motivos das discussões é o RRA.
De olho em tudo isso, Bernie Ecclestone, um dos mais astutos jogadores deste jogo, trabalha para manter o comando dos direitos comerciais e seus parceiros lucrando, sem que as equipes reclamem por mais dinheiro. A divisão das equipes ajuda o inglês na negociação para deixar as coisas dentro do cenário atual.
Muitos do paddock não descartam a possibilidade de se chegar ao final da temporada sem um novo acordo na mesa, o que já aconteceu em outras oportunidades. Isso deixaria a categoria sem regras sobre os acordos comerciais e abriria as portas para negociações paralelas entre a FOM e as equipes individualmente, o que acabaria de vez com qualquer chance de uma união das equipes.
As negociações devem esquentar nos próximos meses com as primeiras reuniões do ano. Por isso, não se espante ao voltar a ver a política tomando para si as manchetes da F1 daqui a alguns meses.


Fonte: tazio
Disponível no(a): http://tazio.uol.com.br
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Ps: Se estivemos no tempo da Grécia antiga  Bernie Ecclestone Séria o Deus da Roda (por Humberto Macedo )

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