Representantes da PSA Peugeot Citroën e da Ford afirmam que não há crescimento mundial sem foco nos mercados emergentespor Túlio Moreira
O presidente mundial do grupo PSA Peugeot Citroën, Philippe Varin, e o presidente da Ford do Brasil, Marcos de Oliveira, afirmaram nesta quinta-feira (24), durante o Congresso da Fenabrave, que o crescimento global da indústria automobilística passa, obrigatoriamente, pelos mercados emergentes. E o Brasil será um dos centros desta nova realidade. Até 2015, o planeta terá 27 megalópoles – conglomerados urbanos com mais de 10 milhões de habitantes –, sendo 22 localizadas em países em desenvolvimento – com São Paulo e Rio de Janeiro à frente no caso brasileiro.
Além disso, o potencial de crescimento do mercado nacional é superior ao dos mercados desenvolvidos. Estados Unidos e Europa têm, em média, 80 e 60 veículos para cada grupo de 100 habitantes. Índia e China possuem 2 e 5 carros para cada 100 pessoas, enquanto o Brasil tem 16 veículos para a mesma proporção.
“O grupo PSA quer alcançar 50% de seu faturamento global fora da Europa já em 2015. O passado da indústria automobilística está intrinsicamente ligado ao Velho Continente, mas o futuro está nos emergentes”, definiu Philippe Varin (primeira foto). Para o Brasil, o grupo planeja a duplicação da capacidade de produção da fábrica de Porto Real, no estado do Rio de Janeiro, que terá condições para produzir 300 mil veículos por ano a partir de 2015, como resultado do investimento de R$ 3,7 bilhões na unidade. Dos 19 lançamentos previstos para o período de 2010 a 2015, 12 serão produzidos em países da América Latina. A produção será setorizada e dividida entre Brasil e Argentina: plataformas compactas no Rio de Janeiro e veículos médios na fábrica de El Palomar, na grande Buenos Aires. Entre os lançamentos aguardados, estão os novos Peugeot 208 e 308 e a nova geração do Citroën C3.
A estratégia da Ford também terá atenção especial ao mercado brasileiro. Em três anos, todos os produtos oferecidos no portfólio nacional serão globais, mas a divisão brasileira da Ford terá papel importante no desenvolvimento de alguns modelos. O primeiro deles é o próximo EcoSport, que está sendo totalmente desenvolvido em Camaçari, na Bahia, e será reproduzido em diversas unidades espalhadas pelo planeta. “O maior desafio ainda é a competitividade. O Brasil ainda está atrás neste quesito. Um produto que custa US$ 100 na China e US$ 120 no México tem custo de produção em torno de US$ 160 por aqui. A indústria nacional precisa reduzir custos sem retroceder em qualidade”, afirmou Marcos de Oliveira (segunda foto). A tendência é que o cenário nacional se torne cada vez mais competitivo internamente, apesar das dificuldades para se tornar dinâmico a ponto de exportar em larga escala. De 15 marcas e 191 modelos e versões disponíveis em 2000, o mercado brasileiro chegará a 43 marcas e mais de 900 modelos e versões este ano.

Fonte:motordream
Disponível no(a):http://motordream.uol.com.br/
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