19 de dez. de 2013

Retrospectiva 2013: Motocicletas

Fotos: Carta Z Notícias e Divulgação
Retrospectiva 2013: Motocicletas
Em constante retração, segmento de motocicletas vive período difícil no Brasil em 2013
A situação do mercado de motocicletas no Brasil inspira cuidados. Ainda mais porque, em 2013, o cenário desfavorável de 2012 se agravou um pouco mais.
Uma sequência de quedas na produção e nas vendas vieram em seguida ao ligeiro otimismo inicial, nos três primeiros meses do ano. A partir daí, o desâmino é mensurável em números. Os licenciamentos de motos de janeiro a novembro deste ano caíram 8,3% em relação ao mesmo período do ano passado – de 1.499.397 para 1.374.988 unidades –, segundo dados da Abraciclo – associação que reúne os fabricantes brasileiros de motocicletas. “ Sofremos com a retração da economia ”, acusa Marcos Fermanian, presidente da entidade. Nem a realização do Salão Duas Rodas, em outubro, e o pagamento das parcelas do 13º em novembro e dezembro conseguiram dar um final de ano melhor ao setor. Nas previsões mais otimistas, o “ encolhimento ” de 2013 vai beirar os 4% – o ano fecharia em 1,56 millhão, contra 1,62 milhão de 2012. Essa queda foi puxada exclusivamente pelo segmento de baixa cilindrada – até 150 cm³ –, que representa a gigantesca parcela de 85% nas vendas de motos no país. Junto do efeito macroeconômico, está a restrição na concessão de crédito imposta pelos bancos, que atinge exatamente os consumidores de mais baixa renda, os que mais precisam financiar a compra de motocicletas. Em relação à produção, a estimativa é que fique em 1,61 milhão de unidades em 2013 – cerca de 5% menos que as 1,69 milhão de unidades do ano passado.
Os números ruins forçaram as fabricantes a se mexer bastante. Em maio, a Honda promoveu mudanças na CG, veículo automotor mais vendido do país. Para se ter uma ideia, a CG150 Titan sozinha responde por 31 mil emplacamentos mensais. A soma de a toda a linha CG passa de 45 mil unidades/mês. E para manter a liderança, a nova geração do modelo teve o design alterado e o peso reduzido em 4 kg. Os preços da linha sofreram um ligeiro aumento. A gama parte de R$ 5.490, e chega a R$ 7.830 – antes, começava em R$ 5.390 e alcançava os R$ 7.630. A Honda também decidiu retomar as motos de 500 cc. Com a nova linha, a marca espera atrtair os consumidores de seus modelos médios CB 300R e XRE 300. O primeiro modelo a chegar foi naked CB 500F, em outubro por iniciais R$ 22 mil. Neste mês, é a vez da esportiva CBR 500R, que partirá de R$ 23 mil. O terceiro modelo, a crossover CB 500X, só em 2014.
Outra japonesa, a Yamanha, resolveu investir em um modelo de baixa cilindrada – mesmo sendo o setor mais afetado pela crise. A marca nipônica trouxe a nova YS150 Fazer, o primeiro modelo da montadora no segmento no país. Feita especificamente para o mercado brasileiro, a motocicleta é recebeu um sistema flex e tem 12,2 cv. Quem também resolveu se mexer foi a Suzuki. Após algum tempo de inércia, a fabricante lançou seis novas motocicletas. Destaque para a renovada GSR 750. Derivada da GSX-R 750, a esportiva vem para competir no acirrado segmento que tem Kawasaki Z800, Triumph Speed Triple e Honda CB 1000R. Fechando o quarteto nipônico, o destaque da Kawasaki foi o “ upgrade ” na tradicional Ninja, que subiu de 250 para 300 cc. Com as alterações no propulsor, a moto ganhou fôlego e pulou de 32 para 39 cv a 11 mil giros. Com freios ABS, a “ninjinha” agora custa R$ 17.990.
Longe do furacão enfrentados pelos modelos da base do mercado, as motos de alta cilindrada vivem situação oposta. “ O mercado acima de 500 cilindradas não é tão afetado pela restrição de crédito ”, afirma Marcelo Silva, gerente geral da Triumph no Brasil. “ Para a Triumph, os resultados obtidos neste ano de 2013 têm sido muito satisfatórios. Atingimos patamares acima dos previstos inicialmente ”, contabiliza. A marca britânica chegou ao Brasil em outubro de 2012 com seis modelos e esse ano apresentou mais seis motos. Em maio,  a superesportiva Daytona 675R e naked Street Triple 675, foram as primeira a chegar. No Salão Duas Rodas, que aconteceu em outubro em São Paulo, foi a vez das Street Triple 675R, Tiger 800, Trophy SE e a Tiger Explorer XC. 
Já a BMW trouxe ao Brasil a renovada e icônica R 1200 GS. A maxitrail ganhou potência, tecnologia e novo desenho para se manter no topo de vendas. Ela parte de R$ 73.400, mas pode alcançar os R$ 83.900 com itens como a suspensão adaptativa, farol de leds, computador de bordo, rodas raiadas e preparação para GPS. A grande novidade da Ducati em solo nacional foi a 1199 Panigale R. Com etiqueta de R$ 114.900, a superesportiva tem 195 cv de potência e torque de 13,5 kgfm. A fabricante também começou a importar a Multistrada 1200 e suas variantes S Touring e S Pikes Peak. A moto multiuso da Ducati começa em R$ 67.900, passa por R$ 79.900 e termina nos R$ 89.900. A italiana MV Agusta iniciou as vendas da superesportiva F4RR ABS, em outubro, por R$ 99.900. Ela traz a última geração do sistema antitravamente para os freios e ainda vem com pinças feitas pela Brembo. O propulsor é um quatro cilindros, 16 válvulas e com bielas de titânio que gera 200,8 cv e torque de 11,3 kgfm. No mesmo mês, a tradicional fabricante ainda passou a montar a Brutale 1090RR em Manaus, por meio da conhecida parceria com a Dafra.




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