No “precoce” Honda Civic 2014, motor 2.0 e câmbio de seis marchas na versão 1.8 são as novidades
por Michael Figueredo
Auto Press
O Civic é a “cara” da Honda no Brasil, desde que a fabricante japonesa decidiu entrar no mercado brasileiro de automóveis. Além disso, o modelo sempre esteve posicionado como um dos sedãs médios de maior sucesso por aqui.
Os bons números, no entanto, não bastam. O carro precisa
apresentar novidades constantemente para manter-se competitivo,
principalmente com a crescente concorrência do segmento. Por isso, a
marca decidiu aumentar a gama de motores do modelo e se apressou para já
lançar a linha 2014, com a introdução de um motor 2.0 e a atualização
da versão 1.8, que passa a contar com câmbio manual de seis velocidades.por Michael Figueredo
Auto Press
O Civic é a “cara” da Honda no Brasil, desde que a fabricante japonesa decidiu entrar no mercado brasileiro de automóveis. Além disso, o modelo sempre esteve posicionado como um dos sedãs médios de maior sucesso por aqui.
Por fora, o Civic não apresenta novidades. Há novos faróis de neblina, mas disponíveis apenas nas versões LXR e EXR. A diferença está mesmo sob o capô. O motor 2.0, capaz de gerar 155 cv, também é exclusivo das variantes intermediária e topo. Em ambas, a transmissão é uma automática de cinco velocidades. Outra mudança sutil é a ausência do subtanque de combustível do motor, que era usado para partidas a frio. A fabricante introduziu um sistema que dispensa a necessidade do tanque extra. O mecanismo, chamado pelo marketing da empresa de Flex One, é acionado pelo botão que destrava as portas e aquece previamente o combustível através de um conjunto de resistências.

Na versão de entrada, LXS, que mantém o motor 1.8, o velho “tanquinho” da partida a frio continua. Nesta configuração, porém, a transmissão manual de seis velocidades garante, segundo a fabricante, maior economia de combustível. De acordo com os engenheiros da Honda, as relações da quarta e da quinta marchas foram encurtadas. A sexta cumpre o papel de manter o sedã em velocidade de cruzeiro, o que permite que o Civic rode com o giro mais baixo. O propulsor entrega ao sedã 140 cv de potência às 6.500 rpm.
O interior do Civic 2014 é praticamente o mesmo da versão anterior. Na de entrada, a única novidade é o forro na tampa do porta-malas. Todas as opções contam com o botão Econ, que programa o carro para uma condução mais econômica. O sistema Bluetooth também está disponível desde a versão de entrada, assim como os comandos no volante para a central inteligente i-Mid, que inclui o sistema de entretenimento e o computador de bordo. Nas LXR e EXR, há também borboletas para troca manual de marchas. No que diz respeito à segurança, todas as versões do sedã contam com airbags frontais – na topo há também a bolsa lateral –, freios a disco nas quatro rodas, ABS e EBD.
Não é difícil entender o objetivo da
Honda com a renovação da oferta. Os principais rivais – Toyota Corolla,
que lidera as vendas entre os sedãs médios, e Chevrolet Cruze, o
terceiro colocado – já contam com motores 2.0. No entanto, o Civic 2014 é
o mais potente entre os rivais. Perde apenas para as versões
esportivas. Embora a marca japonesa jure que a intenção é reduzir o
consumo, a movimentação da concorrência mostra que o sedã da Honda
precisa mostrar serviço para continuar entre os “best sellers”.

Primeiras impressões
Sob medida
Campinas/São Paulo – Ao chegar perto do Honda Civic 2014 é difícil se desfazer da certeza de que nada mudou. O design é absolutamente o mesmo. A impressão de estar diante de um carro conhecido é inevitável. No entanto, há o lado positivo. O conforto continua o mesmo. O sedã tem bastante espaço para o motorista e o passageiro. No banco traseiro também não há apertos. Logo ajusta-se o volante – em altura e profundidade –, gira-se a chave e o Civic apresenta sua boa dirigibilidade.
O motor 2.0 move o carro com boa desenvoltura. O Civic não demora para ganhar agilidade. Antes dos 2.500 giros, boa dose de força já está disponível. O problema está nas respostas da transmissão automática, que não são das mais rápidas. Além disso, deixa o carro um pouco “bobo” nas trocas. Mas as borboletas atrás do volante permitem que as mudanças de marchas fiquem mais intensas, o que deixa o sedã um pouco mais animado. E, se por acaso, no auge da “animação”, for preciso frear repentinamente, o ABS e o EBD entram em ação e não há desvios na trajetória.

A Honda também fez um bom trabalho no acabamento interno do Civic 2014. Os couros usados nos assentos aparentam boa qualidade e deixam a vida a bordo mais confortável. Também há porta-objetos espaçosos no console central e nas portas. As partes acabadas em plástico apresentam boa textura e agradam aos olhos. De dentro do sedã ouve-se pouco do barulho externo. O isolamento acústico é eficiente e o ruído do motor invade o habitáculo apenas em tocadas mais agressivas, após os 4.500 giros.
A versão 1.8 também recebeu novidades mecânicas. E, mesmo com 15 cv a menos, o sedã mostra-se mais “esperto” que o 2.0 em algumas situações, principalmente nas saídas mais rápidas, devido ao câmbio com relações mais curtas. Na sexta marcha, o carro roda com maior suavidade, o que proporciona mais conforto ao motorista.
Ficha Técnica
Honda Civic 2014 LXR 2.0
Motor: Etanol e gasolina, dianteiro, transversal, 1.997 cm³, quatro cilindros em linha, comando simples no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas. Injeção multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio automático com cinco velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 155 cv e 150 cv a 6.500 mil rpm.
Torque máximo: 19,5 kgfm a 4.800 e 19,3 kgfm a 4.700 rpm.
Diâmetro e curso: 81 mm X 96,9 mm. Taxa de compressão: 10,6:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson. Traseira independente do tipo multilink. Oferece controle eletrônico de estabilidade na versão EXS.
Pneus: 205/55 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS com EBD.
Carroceria: Sedã em monobloco com quarto portas e cinco lugares. Com 4,52 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,45 m de altura e 2,67 m de distância entre-eixos. Tem airbags frontais de série.
Peso: 1.230 kg.
Capacidade do porta-malas: 449 litros.
Tanque de combustível: 57 litros.
Produção: Sumaré, São Paulo.
Lançamento: 2013.
Itens de série: Câmara de ré, ar-condicionado digital, banco do motorista com regulagem de altura, sistema de entretenimento com tela de 5 polegadas, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, cruise control, bancos em couro, rádio/CD/MP3 com quatro alto-falantes, trio elétrico, airbags frontais e ABS com EBD.
Preço: R$ 74.290.




Fonte: motordream
Disponível no(a): motordream.uol.com.br
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