24 de mar. de 2011

Campeão de estilo, o VW SP-2 completa 40 anos



Já que estamos na onda de carros esportivos nacionais, vale contar a história de um dos mais carismáticos já produzidos por aqui. Mas não se preocupem. A quarta parte de nossa saga estará no ar em breve. Hoje a idéia é falar de um carro tão diferente que, de certa forma, continua atual.

O SP-2 foi pensado, projetado e desenvolvido totalmente no Brasil. Apesar de ter chegado às lojas em 1972, a sua apresentação como carro-conceito se deu um ano antes na Feira da Indústria Alemã. Imaginem algo com esse estilo baixo e aerodinâmico dividindo espaço nas ruas com Variant, Fusca e companhia?

O significado da sigla é bem interessante. Já li pelo menos duas versões sobre sua origem. Uma delas diz que é uma homenagem a São Paulo. Por que não? A outra, mais convencional, conta simplesmente que é uma abreviação de Sport Prototype.
Para começar a brincadeira a Volkswagen partiu do chassi da Variant. A primeira versão do esportivo, chamada de SP-1, teve pouquíssimas unidades produzidas (apenas 88!) e mal foi lançada. O motor 1600 simplesmente não dava conta do recado, visto que a carroceria do modelo é composta de chapas de aço.

O SP-2 recebeu um motor boxer de 1,7 litro e 75 cv. Pode parecer pouca coisa hoje, mas na época acabou sendo um diferencial importante para alavancar as vendas. O “veneno”, além da maior cilindrada, era garantido pelos carburadores duplos Solex.
O habitáculo merece vários elogios. Quem já teve a oportunidade de andar em um deles ou sentar atrás do volante pôde reparar que os bancos são fundos, a posição de dirigir é bastante envolvente e o painel conta com nada menos que seis instrumentos, quatro deles no console central, voltados para o motorista. Em quantos carros de hoje podemos encontrar toda essa informação ao alcance dos olhos?

Naquela época a Dacon, famosa concessionária paulistana, lançou sua própria versão. A carroceria recebia a tonalidade preto Cadillac, os bancos eram revestidos de couro caramelo, rodas do tipo mexerica e os vidros eram trocados por charmosos fumês. Vale lembrar que ninguém usava película nos anos 70, só estes exemplares exclusivos (o da foto acima não traz essa característica).

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A mesma empresa projetou e fez vários testes com o protótipo chamado de SP-3. Esse carro recebeu o motor do Passat TS, aumento de cilindrada (1,8 litro) e tinha um desempenho finalmente tão arrojado quanto o design. Os 100 cv faziam com que atingisse a velocidade máxima de 180 km/h. Não se sabe o paradeiro desse protótipo.

O carro ganhou tanto prestígio que a Hot Wheels lançou uma versão em sua homenagem no ano passado. O grande público não sabia, mas a Automodelli, uma fábrica artesanal de São Paulo, vende a miniatura detalhada há mais tempo.

O SP-2 saiu do mercado após quatro anos. Pouco mais de dez mil unidades foram comercializadas. Atualmente são veículos de coleção e continuam espalhando seu charme pelas ruas, como faziam há quatro décadas. E um deles (abaixo) está exposto no Volkswagen AutoMuseum, em Wolfsbug, na Alemanha.


Fonte: jalopnik
Disponível no(a):http://www.jalopnik.com.br

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