5 de out. de 2013

F-1:Renault iguala recorde de poles do motor Ferrari na F1



Logotipo da Renault (Foto: Jacques Brinon/AP)Logotipo da Renault (Foto: Jacques Brinon/AP)
 
O crescente domínio de Sebastian Vettel e da Red Bull em treinos classificatórios propiciou um feito realmente notável à Renault em Yeongam, neste sábado. A montadora francesa, presente na F1 desde o fim dos anos 1970, se tornou a mais vitoriosa fornecedora de motores na história do esporte ao igualar a marca de 208 poles positions conquistadas pela Ferrari.

Uma proeza significativa para a empresa que disputou 33 temporadas na F1 – bem menos que a marca de Maranello, correndo na categoria há mais de 60 anos – e que, desde o início, acostumou-se a vencer: primeiro, como construtora, e depois, como fornecedora de motores para Williams e Benetton nos anos 90 e, mais recentemente, à Red Bull, nos anos 2010. Ao todo, são 208 poles, 159 vitórias, 160 melhores voltas e 426 pódios em 513 GPs. Ou seja: em 83,4% das participações, um carro com propulsor da Renault terminou entre os três primeiros.
A tradição de Boulogne-Billancourt na história do esporte a motor é desproporcional. O primeiro carro a vencer uma prova denominada “Grand Prix”, em junho de 1906, foi um Renault, pilotado pelo húngaro Ferenc Szisz. Pouco depois, com a morte do fundador Fernand Renault, a fabricante se afastou do circuito de GPs e, somente 70 anos depois, já com uma porção de títulos no Mundial de Rali (WRC) e uma categoria-base respeitada na Europa, retornou.
Ferenc Szisz com o Renault no GP da França de 1906, o primeiro da história da humanidade (Foto: Divulgação)
Ferenc Szisz com o Renault no GP da França de 1906, o primeiro da história da humanidade (Foto: Divulgação)
A estreia se deu no dia 17 de julho de 1977, no GP da Inglaterra. Quase 2s mais lento que o pole James Hunt, da McLaren, o piloto/projetista Jean-Pierre Jabouille alinhou o RS01, alimentado por um motor turbocomprimido de 1 496 cm3, na 21ª posição do grid.
A penúria nos últimos colchetes, entretanto, durou pouco tempo e a primeira vitória veio no GP da França de 1979, em que Jabouille ficou com a vitória e seu companheiro de equipe René Arnoux travou um belo duelo pela segunda posição com o ferrarista Gilles Villeneuve. Até hoje, os últimos momentos da corrida são vistos com nostalgia pelos fãs de F1. Novas vitórias ocorreram no início dos anos 80 e, em 1983, a escuderia esteve próxima de confirmar o título com Alain Prost. Uma sequência de panes nos GPs finais, porém, impedira o Professor de concluir uma campanha de sucesso naquela temporada e o título recaiu a Nelson Piquet, da Brabham.
Após a dispensa de Prost e a saída de figuras-chave como o diretor técnico Michel Tetu e o aerodinamicista Marcel Hubert, a Renault fechou a operação como construtora em 1985. No ano seguinte, encerrou seu envolvimento na F1 também como fornecedora, após uma fracassada parceria com a Tyrrell e a transferência da Lotus para os motores Honda.
Alain Prost com o RE40 em Zandvoort-83 (Foto: Divulgação)
Alain Prost com o RE40 em Zandvoort-83 (Foto: Divulgação)

No início de 1989, os motores turbocomprimidos desapareceram da F1 e a Renault retornou ao esporte, produzindo o primeiro motor V10 com válvulas pneumáticas, o RS1, em parceria com a Williams. O resultado disso foi um dos melhores conjuntos da história do automobilismo: o Williams/Renault, o carro dominante da década e dono de cinco títulos de construtores entre 1992 e 1997. Fora isso, Viry ainda cedeu motores à equipe Benetton, chefiada por Flavio Briatore, e conquistou o Mundial de Construtores e de Pilotos em 1995.
No fim de 1997, a Renault novamente deixou a F1, desta vez para tramar um retorno como construtora. Em 2000, os franceses compraram a Benetton e a renomearam como Renault, dois anos depois. As primeiras temporadas foram claudicantes, mas já em 2003, o time voltou a vencer um GP, em Hungaroring, com o espanhol Fernando Alonso e, na sequência, enfim entrou no rol das campeãs mundiais ao confirmar os títulos de construtores em 2005 e 2006.
Na atual década, a montadora francesa cessou seu envolvimento na F1 como construtora, mas seguiu sua trajetória de sucesso como fornecedora de propulsores, desta vez com a Red Bull, uma equipe construída dos espólios da antiga Jaguar. Firmando parceria com Milton Keynes a partir de 2007, a Renault conquistou mais três títulos de construtores – 2010, 11 e 12 – e, a cinco etapas do fim da temporada 2013, com o domínio de Sebastian Vettel e do RB9, a sala de troféus deverá precisar de maior espaço.
Vettel com o vencedor conjunto Red Bull/Renault no GP do Canadá de 2013 (Foto: AP Photo/Luca Bruno)
Vettel com o vencedor conjunto Red Bull/Renault no GP do Canadá de 2013 (Foto: AP Photo/Luca Bruno)

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