Grace Lieblein deixa presidência no Brasil para assumir cargo mundial.
Ao G1, ela afirma que o Brasil 'faz carros para o mundo'.
Em Detroit, Grace Lieblein fez balanço da gestão na GM do Brasil (Foto: Luciana de Oliveira/G1)
Grace Lieblein se apresentou pela última vez como presidente da General
Motors em encontro com a imprensa brasileira no último dia 13, em
Detroit. A executiva norte-americana voltou para casa após ser promovida a vice-presidente global de compras
e da cadeia de suprimentos, como foi anunciado em meados de dezembro
passado. A chefia no Brasil passa a ser ocupada temporariamente por
Jaime Ardila, que também preside a GM América do Sul.Depois de apenas 1 ano e meio à frente da GM do Brasil, a executiva comentou com os jornalistas que o que mais a surpreendeu no mercado local é que "coisas que mudam de um dia para o outro", o que requer flexibilidade e agilidade. "É preciso ter plano A, B e C", resume. Enquanto foi presidente da filial sul-americana, o setor de automóveis viveu situações como a alta do estoque de carros, o consequente desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prorrogado 4 vezes, o anúncio de novas fábricas (Fiat, Hyundai, BMW, JAC Motors, Chery), a limitação de comércio com o México e a definição do novo regime automotivo. Com ela, a GM fez 9 lançamentos.
Grace Lieblein - O consumidor brasileiro quer um bom carro, um carro bonito, com tecnologia, com segurança e qualidade. Quer um bom carro. E eles merecem. É por isso que lançamos 9 novos produtos no último ano e meio. O consumidor merece um bom carro da Chevrolet.
Para Grace, sedã Cobalt é 'exemplo perfeito' de carro desenvolvido no Brasil 'para o mundo'
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Grace Lieblein - Desenvolvemos muitos carros no Brasil para o mundo. Para o Brasil e para o mundo. O Cobalt é exemplo perfeito. O time de engenheiros e designers do Brasil desenvolveu esse carro para o Brasil e para o mundo. Não temos carro diferente para o Brasil e para o mundo. A S10 também. Spin também. Onix também. São exemplos perfeitos de que estamos desenvolvendo os carros não somente para o Brasil, mas para o mundo.
G1 - Para o mundo ou para determinados mercados? O Brasil está no patamar dos mercados emergentes ou é possível avançar?
Grace Lieblein - Não, acho que os carros do Brasil podem ir para mercados maduros também.
Grace Lieblein - Acho que o problema maior do Brasil é competitividade. Precisamos melhorar na indústria e precisamos trabalhar juntos para isso. Não é uma empresa, não é um setor, é a indústria: custo, muitas coisas. Mas podemos fazer. Estamos trabalhando na GM do Brasil, para melhorar a empresa, e também com nossos fornecedores. Se podemos trabalhar juntos, como indústria, podemos fazer muitas coisas.
G1 - Você citou que o mercado brasileiro é muito ágil, tudo muda muito... Estava falando de mudanças determinadas pelo governo, como o desconto no IPI?
Grace Lieblein - Do governo, mas [em termos de] competidores também. Não é só um fato, são muitas coisas que mudam. Precisamos ter agilidade para sobreviver lá.
G1 - Do que mais sentirá falta no Brasil?
Grace Lieblein - Das pessoas. Certamente. As pessoas do Brasil são carinhosas, temos muitos amigos lá, estamos tristes de deixar o Brasil.
Fonte: G1
Disponível no(a): http://g1.globo.com
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