Novo carro, novos motores e outras alterações mexeram com o cerne da Indy em 2012
A Indy será uma categoria bastante modificada a partir da
temporada 2012 com várias novidades técnicas e esportivas. Tirando o
nome da categoria, o fornecedor de pneus e algumas das equipes, pilotos e
circuitos de antes, o campeonato americano começa neste ano uma nova
fase na tentativa de recuperar reputação, prestígio e audiência perdidos
nos últimos anos. As mudanças se deram em todos os aspectos: chassi,
motores, regulamentos, e corpo técnico.
A principal delas é a concepção de um novo carro. Em parceria com a fabricante italiana Dallara, a Indy desenvolveu para a próxima temporada um modelo que tenta aliar uma estética moderna (e futurista, até) à eficiência nos itens segurança e velocidade. Por isso, o carro possui laterais mais largas e proteções nas rodas traseiras.
O objetivo é se evitar que um carro seja catapultado ao acertar um oponente, assim como aconteceu com Dan Wheldon, justamente o piloto responsável pelo desenvolvimento do novo chassi durante quase todo o ano passado, que morreu em um trágico acidente na etapa derradeira de 2011, em Las Vegas, Coincidentemente, em que seu carro foi lançado contra as grades de proteção da pista após acertar com violência as rodas traseiras do carro de Charlie Kimball.
Em homenagem a Wheldon, a Dallara batizou o modelo com as iniciais de seu nome: DW12. Concebido para melhorar a qualidade da categoria em circuitos mistos, o carro já se mostrou mais veloz que o antecessor nesse tipo de traçado, mas continua substancialmente mais lento em ovais.
Durante teste realizado no Texas, no mês passado, o carro foi em média cinco milhas por hora (cerca de 8 km/h) mais lento que o usado até 2011. Entretanto, a própria fabricante, a organização da categoria e pilotos como Tony Kanaan defendem que a intenção é de fato tornar as provas em speedways menos velozes e mais seguras para os competidores.
Categoria reabre concorrência de motores e adota modelos V6 turbo
Outra grande aposta da Indy para recuperar o terreno perdido é a reabertura de concorrência para o fornecimento de motores. Até 2011, apenas a japonesa Honda fabricava os propulsores do campeonato, que seguiam o padrão aspirado, com oito válvulas em formato V.
Para 2012, a categoria antecipou aquilo que a F1 planeja colocar em prática daqui a dois anos e estipulou a utilização de modelos V6 turbo com capacidade de 2,2 litros e abrindo a possibilidade de concorrência entre fabricantes. Serão três: a própria Honda, a americana Chevrolet e a inglesa Lotus, que entra na parada em parceria com a Judd, tradicional empresa de desenvolvimento de motores com passagem pela F1.
O problema é que, enquanto Chevy e Honda garantiram o fornecimento a pelo menos dez carros, conforme previa o acordo inicial, a Lotus, fabricante de menor porte, não conseguiu suprir a demanda para mais do que cinco participantes. Com isso, algumas equipes pequenas, como a Conquest, ficaram sem motor para fazer a temporada desde o início, mesmo já estando com os chassis produzidos pela Dallara disponíveis.
Além de deixar alguns times na mão, a Lotus também iniciou o desenvolvimento de seu propulsor de maneira tardia e adentra a temporada um passo atrás das duas rivais em termos de desempenho, deixando a vida das quatro escuderias até aqui atendidas por ela um pouco mais complicada.
Confira os times e respectivos pilotos com fornecimento de motor garantido para todo o ano:
Honda
Ganassi - Dario Franchitti, Scott Dixon, Graham Rahal e Charlie Kimball
Foyt - Mike Conway
Dale Coyne - James Jakes e Justin Wilson
Schmidt Hamilton - Simon Pagenaud
Fisher Hartman - Josef Newgarden
Rahal Letterman – Takuma Sato
Chevrolet
Penske – Ryan Briscoe, Hélio Castroneves e Will Power
Andretti – Marco Andretti, James Hinchcliffe e Ryan-Hunter Reay
KV – Tony Kanaan, Rubens Barrichello e Ernesto Viso
Ed Carpenter Racing – Ed Carpenter
Panther – JR Hildebrand
Lotus
BHA – Alex Tagliani
Dreyer & Reinbold – Oriol Servià
HVM – Simona de Silvestro
Dragon – Sébastien Bourdais e Katherine Legge
Após polêmicas de 2011, organização muda parte do corpo técnico
Além da crise de audiência e do abalo com a morte de Dan Wheldon, a Indy ainda viveu uma temporada de polêmicas no que tange à organização e às decisões tomadas pela direção de provas em várias etapas.
Em Toronto, a categoria chegou a divulgar em seu perfil oficial no Twitter uma punição a Dario Franchitti por um toque com Will Power, mas voltou atrás e, sem dar explicações, não penalizou o escocês. Em Baltimore, um caminhão de segurança trafegava pela pista no momento em que foi dada a largada e por pouco não foi atingido pelos carros.
Mas foi no oval curto de New Hampshire que a situação atingiu seu ponto mais crítico: depois de um período de chuva, que forçou a paralisação da corrida, o então diretor de provas, Brian Barnhart, decidiu autorizar a relargada com pista ainda úmida, provocando um acidente múltiplo e gerando a ira dos pilotos. Will Power foi quem menos se conteve e chegou a fazer gestos obscenos direcionados à torre da direção.
Tantas falhas custaram a cabeça de Barnhart, que foi substituído pelo ex-diretor da American Le Mans Series (ALMS), Beaux Barfield. Além de Barfield, o ex-piloto Arie Luyendyk, duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, foi integrado ao quadro dos comissários de corrida, junto com Gary Barnard e outro ex-piloto, Johnny Unser. Os três trabalharão diretamente subordinados ao novo diretor.
Outras alterações no regulamento
Após assumir a direção de provas da Indy, Beaux Barfield chegou a cogitar a hipótese de criar um novo regulamento esportivo para 2012, mas acabou optando por fazer somente pequenas alterações nas regras já vigentes.
Uma delas é a introdução de um sistema de emissão de mensagens instantâneas entre direção de provas, fiscais, pilotos e chefes de equipe (esses últimos possuirão canal direto de comunicação com o diretor e comissários). O objetivo é eliminar situações caóticas como a relargada em New Hampshire.
Outra medida é a inclusão de duas luzes no volante dos competidores, que indicarão condições perigosas de pista, como a que antecedeu o acidente envolvendo 15 carros em Las Vegas.
Foi criado ainda um sistema de pontuação para as fabricantes de motor, definindo assim uma campeã ao fim do ano. A cada etapa, o representante mais bem posicionado de cada fornecedora receberá nove, seis e três pontos, respectivamente.
Por fim, a categoria aderiu de maneira experimental a um novo sistema de classificação para ovais, que será testado na etapa de Iowa. Trata-se da realização de três mini corridas de 30 minutos: na primeira, os dez melhores dos treinos livres disputam a pole position e a ordem das cinco primeiras filas; nas duas seguintes, os pilotos serão divididos entre os que ficaram em posições pares e ímpares a partir do 11º lugar e definem o restante das colunas interna e externa do grid.
A principal delas é a concepção de um novo carro. Em parceria com a fabricante italiana Dallara, a Indy desenvolveu para a próxima temporada um modelo que tenta aliar uma estética moderna (e futurista, até) à eficiência nos itens segurança e velocidade. Por isso, o carro possui laterais mais largas e proteções nas rodas traseiras.
O objetivo é se evitar que um carro seja catapultado ao acertar um oponente, assim como aconteceu com Dan Wheldon, justamente o piloto responsável pelo desenvolvimento do novo chassi durante quase todo o ano passado, que morreu em um trágico acidente na etapa derradeira de 2011, em Las Vegas, Coincidentemente, em que seu carro foi lançado contra as grades de proteção da pista após acertar com violência as rodas traseiras do carro de Charlie Kimball.
Em homenagem a Wheldon, a Dallara batizou o modelo com as iniciais de seu nome: DW12. Concebido para melhorar a qualidade da categoria em circuitos mistos, o carro já se mostrou mais veloz que o antecessor nesse tipo de traçado, mas continua substancialmente mais lento em ovais.
Durante teste realizado no Texas, no mês passado, o carro foi em média cinco milhas por hora (cerca de 8 km/h) mais lento que o usado até 2011. Entretanto, a própria fabricante, a organização da categoria e pilotos como Tony Kanaan defendem que a intenção é de fato tornar as provas em speedways menos velozes e mais seguras para os competidores.
Categoria reabre concorrência de motores e adota modelos V6 turbo
Outra grande aposta da Indy para recuperar o terreno perdido é a reabertura de concorrência para o fornecimento de motores. Até 2011, apenas a japonesa Honda fabricava os propulsores do campeonato, que seguiam o padrão aspirado, com oito válvulas em formato V.
Para 2012, a categoria antecipou aquilo que a F1 planeja colocar em prática daqui a dois anos e estipulou a utilização de modelos V6 turbo com capacidade de 2,2 litros e abrindo a possibilidade de concorrência entre fabricantes. Serão três: a própria Honda, a americana Chevrolet e a inglesa Lotus, que entra na parada em parceria com a Judd, tradicional empresa de desenvolvimento de motores com passagem pela F1.
O problema é que, enquanto Chevy e Honda garantiram o fornecimento a pelo menos dez carros, conforme previa o acordo inicial, a Lotus, fabricante de menor porte, não conseguiu suprir a demanda para mais do que cinco participantes. Com isso, algumas equipes pequenas, como a Conquest, ficaram sem motor para fazer a temporada desde o início, mesmo já estando com os chassis produzidos pela Dallara disponíveis.
Além de deixar alguns times na mão, a Lotus também iniciou o desenvolvimento de seu propulsor de maneira tardia e adentra a temporada um passo atrás das duas rivais em termos de desempenho, deixando a vida das quatro escuderias até aqui atendidas por ela um pouco mais complicada.
Confira os times e respectivos pilotos com fornecimento de motor garantido para todo o ano:
Honda
Ganassi - Dario Franchitti, Scott Dixon, Graham Rahal e Charlie Kimball
Foyt - Mike Conway
Dale Coyne - James Jakes e Justin Wilson
Schmidt Hamilton - Simon Pagenaud
Fisher Hartman - Josef Newgarden
Rahal Letterman – Takuma Sato
Chevrolet
Penske – Ryan Briscoe, Hélio Castroneves e Will Power
Andretti – Marco Andretti, James Hinchcliffe e Ryan-Hunter Reay
KV – Tony Kanaan, Rubens Barrichello e Ernesto Viso
Ed Carpenter Racing – Ed Carpenter
Panther – JR Hildebrand
Lotus
BHA – Alex Tagliani
Dreyer & Reinbold – Oriol Servià
HVM – Simona de Silvestro
Dragon – Sébastien Bourdais e Katherine Legge
Após polêmicas de 2011, organização muda parte do corpo técnico
Além da crise de audiência e do abalo com a morte de Dan Wheldon, a Indy ainda viveu uma temporada de polêmicas no que tange à organização e às decisões tomadas pela direção de provas em várias etapas.
Em Toronto, a categoria chegou a divulgar em seu perfil oficial no Twitter uma punição a Dario Franchitti por um toque com Will Power, mas voltou atrás e, sem dar explicações, não penalizou o escocês. Em Baltimore, um caminhão de segurança trafegava pela pista no momento em que foi dada a largada e por pouco não foi atingido pelos carros.
Mas foi no oval curto de New Hampshire que a situação atingiu seu ponto mais crítico: depois de um período de chuva, que forçou a paralisação da corrida, o então diretor de provas, Brian Barnhart, decidiu autorizar a relargada com pista ainda úmida, provocando um acidente múltiplo e gerando a ira dos pilotos. Will Power foi quem menos se conteve e chegou a fazer gestos obscenos direcionados à torre da direção.
Tantas falhas custaram a cabeça de Barnhart, que foi substituído pelo ex-diretor da American Le Mans Series (ALMS), Beaux Barfield. Além de Barfield, o ex-piloto Arie Luyendyk, duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, foi integrado ao quadro dos comissários de corrida, junto com Gary Barnard e outro ex-piloto, Johnny Unser. Os três trabalharão diretamente subordinados ao novo diretor.
Outras alterações no regulamento
Após assumir a direção de provas da Indy, Beaux Barfield chegou a cogitar a hipótese de criar um novo regulamento esportivo para 2012, mas acabou optando por fazer somente pequenas alterações nas regras já vigentes.
Uma delas é a introdução de um sistema de emissão de mensagens instantâneas entre direção de provas, fiscais, pilotos e chefes de equipe (esses últimos possuirão canal direto de comunicação com o diretor e comissários). O objetivo é eliminar situações caóticas como a relargada em New Hampshire.
Outra medida é a inclusão de duas luzes no volante dos competidores, que indicarão condições perigosas de pista, como a que antecedeu o acidente envolvendo 15 carros em Las Vegas.
Foi criado ainda um sistema de pontuação para as fabricantes de motor, definindo assim uma campeã ao fim do ano. A cada etapa, o representante mais bem posicionado de cada fornecedora receberá nove, seis e três pontos, respectivamente.
Por fim, a categoria aderiu de maneira experimental a um novo sistema de classificação para ovais, que será testado na etapa de Iowa. Trata-se da realização de três mini corridas de 30 minutos: na primeira, os dez melhores dos treinos livres disputam a pole position e a ordem das cinco primeiras filas; nas duas seguintes, os pilotos serão divididos entre os que ficaram em posições pares e ímpares a partir do 11º lugar e definem o restante das colunas interna e externa do grid.
Fonte: tazio
Disponível no(a): http://tazio.uol.com.br
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