Entrevistamos Bernd Maylander, o responsável por conduzir o Safety Car da Fórmula 1
Ele já liderou diversas voltas em corridas de Fórmula 1, porém nunca
venceu uma prova da categoria. A frase anterior poderia se referir a um
piloto azarado, mas na verdade azar é um substantivo que não pode ser
utilizado quando falamos de Bernd Maylander, piloto alemão responsável
por conduzir o Mercedes-Benz SLS AMG que faz o papel de Safety Car da
categoria. E, enquanto quem dirige um monoposto de F1 tenta alcançar a
glória a mais de 300 km/h, Maylander se resume a ser um coadjuvante de
luxo para a categoria. E, disso, ele não reclama nem um pouco.
“Não encaro o meu trabalho na Fórmula 1 como uma competição. Na verdade, sei da importância do meu papel e tento fazer o meu melhor”, disse. O alemão fez a maior parte da sua carreira em campeonatos de turismo, tendo como melhor resultado a vitória nas 24 Horas de Nürburgring em 2000, pilotando um Porsche 911 GT3-R.
Lutando contra o espelho
E não pense que a vida de piloto de safety car é fácil. Divertida, talvez, seja o melhor adjetivo. “Em todas as pistas que a categoria corre, realizamos treinos, tanto para ver o estado geral do carro, já que algo pode ter sido danificado durante o transporte do SLS, como para checar as condições de pista”, conta. Esses treinos duram cerca de uma hora e, segundo o piloto, ajudam a saber qual é o limite do SLS em cada pista.
Por falar em limite, fica claro que o principal adversário do alemão é justamente ele próprio. “Normalmente, atingir o limite para um piloto significa extrair o máximo de um carro. O problema é que eu quase sempre entro na pista, durante uma corrida, quando há alguma situação difícil. E qualquer exagero nesse momento significa colocar em risco os fiscais de pista e outras pessoas, então é um desafio saber até onde posso ir sem assumir riscos desnecessários, ao mesmo tempo em que ouço a direção de prova e tento passar a situação da pista, por exemplo, quando está chovendo”, explica.
Mesmo sem encarar o seu trabalho como uma competição, Maylander revela alguns momentos de satisfação ao volante do Mercedes. “Os meus treinos são ótimos. Mas confesso que, quando entro em uma corrida e vejo aquela fila atrás de mim, composta pelos melhores pilotos do mundo, e sei que eles não podem me ultrapassar, eu admito que abro um sorriso”, brinca.
Tudo pela segurança
Quando perguntado qual é o seu circuito favorito, Maylander é enfático. “Interlagos”, responde. Média com a imprensa brasileira ou não, o simpático alemão argumenta sobre a escolha. “É um circuito técnico, com curvas dos mais variados tipos, fora o relevo, que oferece subidas e descidas.. E sempre tem o clima imprevisível, o que é um desafio a mais”, justifica. O piloto diz que, no final da reta dos boxes do circuito paulistano, o seu SLS atinge cerca de 245 km/h. “Parece lento para quem assiste, porém garanto que é bastante rápido”, comenta.
Por falar em chuva, muito é dito sobre o conservadorismo da FIA quando o assunto é pista molhada. O alemão não enxerga dessa forma. “A nossa preocupação é 100% direcionada à segurança. Fora isso, os carros mudaram em relação ao que eram há alguns anos, então muitas vezes a impressão de quem está fora da pista difere da realidade”.
Ainda no quesito segurança, Maylander comentou sobre o trânsito brasileiro. “No caminho para o autódromo, pude notar que o motorista brasileiro está mais preocupado com a sua segurança. Não vi nenhum motociclista sem capacete ou motorista sem cinto de segurança. Nós da FIA temos um papel ativo no que diz respeito à segurança do trânsito. É bom ver que as pessoas estão mais conscientes”, comemora.
Sobre a disputa de domingo, o piloto diz que prefere não entrar na pista. “Lógico que, se precisar, eu estarei a postos como sempre. Mas o campeonato dessa ano foi muito bom e a disputa entre Fernando Alonso (da Ferrari) e Sebastian Vettel (da Red Bull) merece ser decidida entre eles”, conclui. Como é possível notar, Maylander é um coadjuvante bastante safisfeito com o seu papel dentro do circo da Fórmula 1.
“Não encaro o meu trabalho na Fórmula 1 como uma competição. Na verdade, sei da importância do meu papel e tento fazer o meu melhor”, disse. O alemão fez a maior parte da sua carreira em campeonatos de turismo, tendo como melhor resultado a vitória nas 24 Horas de Nürburgring em 2000, pilotando um Porsche 911 GT3-R.
E não pense que a vida de piloto de safety car é fácil. Divertida, talvez, seja o melhor adjetivo. “Em todas as pistas que a categoria corre, realizamos treinos, tanto para ver o estado geral do carro, já que algo pode ter sido danificado durante o transporte do SLS, como para checar as condições de pista”, conta. Esses treinos duram cerca de uma hora e, segundo o piloto, ajudam a saber qual é o limite do SLS em cada pista.
Por falar em limite, fica claro que o principal adversário do alemão é justamente ele próprio. “Normalmente, atingir o limite para um piloto significa extrair o máximo de um carro. O problema é que eu quase sempre entro na pista, durante uma corrida, quando há alguma situação difícil. E qualquer exagero nesse momento significa colocar em risco os fiscais de pista e outras pessoas, então é um desafio saber até onde posso ir sem assumir riscos desnecessários, ao mesmo tempo em que ouço a direção de prova e tento passar a situação da pista, por exemplo, quando está chovendo”, explica.
Mesmo sem encarar o seu trabalho como uma competição, Maylander revela alguns momentos de satisfação ao volante do Mercedes. “Os meus treinos são ótimos. Mas confesso que, quando entro em uma corrida e vejo aquela fila atrás de mim, composta pelos melhores pilotos do mundo, e sei que eles não podem me ultrapassar, eu admito que abro um sorriso”, brinca.
Tudo pela segurança
Quando perguntado qual é o seu circuito favorito, Maylander é enfático. “Interlagos”, responde. Média com a imprensa brasileira ou não, o simpático alemão argumenta sobre a escolha. “É um circuito técnico, com curvas dos mais variados tipos, fora o relevo, que oferece subidas e descidas.. E sempre tem o clima imprevisível, o que é um desafio a mais”, justifica. O piloto diz que, no final da reta dos boxes do circuito paulistano, o seu SLS atinge cerca de 245 km/h. “Parece lento para quem assiste, porém garanto que é bastante rápido”, comenta.
Por falar em chuva, muito é dito sobre o conservadorismo da FIA quando o assunto é pista molhada. O alemão não enxerga dessa forma. “A nossa preocupação é 100% direcionada à segurança. Fora isso, os carros mudaram em relação ao que eram há alguns anos, então muitas vezes a impressão de quem está fora da pista difere da realidade”.
Ainda no quesito segurança, Maylander comentou sobre o trânsito brasileiro. “No caminho para o autódromo, pude notar que o motorista brasileiro está mais preocupado com a sua segurança. Não vi nenhum motociclista sem capacete ou motorista sem cinto de segurança. Nós da FIA temos um papel ativo no que diz respeito à segurança do trânsito. É bom ver que as pessoas estão mais conscientes”, comemora.
Sobre a disputa de domingo, o piloto diz que prefere não entrar na pista. “Lógico que, se precisar, eu estarei a postos como sempre. Mas o campeonato dessa ano foi muito bom e a disputa entre Fernando Alonso (da Ferrari) e Sebastian Vettel (da Red Bull) merece ser decidida entre eles”, conclui. Como é possível notar, Maylander é um coadjuvante bastante safisfeito com o seu papel dentro do circo da Fórmula 1.
Disponível no(a): http://revistaautoesporte.globo.com
Comente está postagem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário