20 de dez. de 2012

Obituário: Veja os veículos que saíram de linha em 2012

Fotos: Divulgação
Obituário: Veja os veículos que saíram de linha em 2012
Ano de 2012 marca o fim de linha para diversos carros no mercado nacional


O mercado automotivo brasileiro é “novidadeiro” por definição. Além da atração exercida por modelos mecanicamente mais modernos, um carro recém-lançado seduz simplesmente pelo fato de ser novo. E nisso 2012 foi bem servido.
Ao longo dos 12 meses houve mais de 60 lançamentos, um número realmente expressivo. Em  muitos casos, porém, para cada automóvel novo que chega nas lojas, um antigo se aposenta. Dessa forma, muitos modelos que já foram “figurinhas fáceis” nas ruas brasileiras deixaram de ser vendidos.

Uma das marcas que mais se renovou em 2012 foi a Chevrolet. A fabricante norte-americana lançou nada menos do que sete modelos totalmente novos no ano. E para esses entrarem, outros cinco tiveram sua produção interrompida. A minivan Spin, que chegou em junho, tirou de linha Zafira e Meriva de uma vez só. Outro que saiu do mercado foi o Corsa hatch. A segunda geração brasileira do modelo foi lançada em 2002 e nunca chegou a empolgar. O fim da vida aconteceu em julho, poucos meses antes da chegada do também compacto Onix, com um conjunto mecânico melhorado e visual muito mais moderno.


No caso da Ford, a empresa decidiu parar com a produção da F-250 em São Bernardo do Campo, São Paulo, no início do ano. A fabricação do modelo só se justificava pelas exportações, principalmente para a Austrália. Mas a subida do real e o envelhecimento do modelo tiraram seu poder de atração. O fraco desempenho no mercado interno – vendia em torno de 200 unidades por mês – não era suficiente para sustentar a linha.

As compatriotas Citroën e Renault foram outras que traçaram táticas semelhantes. As duas vendiam ainda no Brasil carros que já haviam sido descontinuados na Europa, mas que tinham boa aceitação no mercado nacional. Mas como em muitos casos, a lógica industrial é dominante. Tanto o monovolume Xsara Picasso como a perua Mégane Grand Tour deixaram de ser produzidos. Ainda que a station da Renault tenha surpreendido no final da vida, com um ótimo desempenho no mercado – passou a vender mais de mil unidades mensais. O problema é que já estava agendada uma reforma na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, que pretende ampliar a capacidade da unidade de 250 mil para 380 mil/ano.


Mas não foi só no miolo do mercado nacional que alguns modelos ficaram para trás. No topo da “cadeia alimentar” também aconteceram mudanças importantes. A Honda praticamente abandonou o Accord no Brasil. Vítima do aumento do IPI para importados, o sedã trazido do Japão agora só é vendido por encomenda, mas não emplaca nenhuma unidade faz tempo. Entre as marcas “extremas”, a Ferrari fez uma substituição importante. Trocou a 612 Scaglietti pela FF, primeiro carro de tração integral da história da marca. Apesar da inovação mecânica, a proposta é a mesma: oferecer um superesportivo que leve também as crianças no banco de trás.


Marcas do que se foi

Além dos carros que de fato já pararam de ser feitos, outros tantos apontam para o mesmo caminho. É o caso da veterana Kombi. Feita no Brasil desde 1957, o furgão não tem condições de responder às leis de segurança que passam a valer a partir de 2014. Haverá uma exigência de airbag e ABS em todos os modelos feitos no Brasil. Para receber bolsas de ar infláveis, o furgão feito há 55 anos no país teria de passar por reformas estruturais tão profundas que não valeriam o custo. A própria Volkswagen afirma que está a procura de alternativas para continuar no segmento, mas nenhum modelo que a marca dispõe hoje teria um preço tão competitivo como o da Kombi.


Outro que não chega até o fim de 2013 é o Fiesta RoCam. O compacto, inclusive, convive com seu substituto no mercado brasileiro: o New Fiesta, produzido no México. O fim da linha para o Rocam chega exatamente no início da produção do New Fiesta na Bahia – a plataforma dele já está em uso, como base para o novo EcoSport. Quando esta produção for iniciada, o New Fiesta deve ganhar versões bem mais simples que a atual, para poder atuar no miolo do mercado de compactos.

Um terceiro caso de modelo que sai de linha é aquele em que o segmento é simplesmente abandonado pela marca. É o caso do simpático Volvo C30. O ousado hatch foi criado sobre a plataforma do Ford Focus de segunda geração, na época em que a gigante norte-americana controlava a marca sueca. Com a separação, a Volvo teria de desenvolver uma plataforma específica para o carro – iniciativa que dificilmente se tornaria rentável. Daí a decisão de investir no V40, um hatch maior e mais versátil. Dessa forma, o C30 saiu de linha. As venda continuam só até os estoques se acabarem – o que deve ocorrer ainda no trimestre de 2013.
Citroën Xsara Picasso
Ford F-250

Fonte:motordream
 Disponível no(a): http://motordream.uol.com.br
Comente está postagem.

Nenhum comentário: