3 de jan. de 2012

Patente coloca em xeque classificação do Chevrolet Volt como carro elétrico

 Fotos: Divulgação
Patente coloca em xeque classificação do Chevrolet Volt como carro elétrico
Modelo da General Motors parece ser mais próximo do Toyota Prius do que do Nissan Leaf

por Túlio Moreira

A carreira do Chevrolet Volt parece estar mesmo conectada na polêmica. Depois do burburinho em torno do incêndio em uma unidade do carro durante testes de impacto nos EUA, é a vez de colocarem em xeque a classificação do modelo como carro elétrico. Desde o início, a General Motors apresentou o sedã inovador como um “elétrico de autonomia estendida”, com a mesma tecnologia empregada nos esportivos da californiana Fisker.
A explicação é a seguinte: o Volt oferece uma autonomia estendida de até 600 km, isso com a bateria de 16 kw totalmente carregada e tanque de gasolina cheio. O seu funcionamento se resume em utilizar a carga armazenada na bateria para alimentar o propulsor elétrico de 150 cv, responsável em impulsionar as rodas traseiras. O motor a combustão de 1.4 litro, que gera 84 cv, só entra em cena quando solicitado e não move o carro – apenas gera carga para o motor elétrico.

Isso em tese. Uma patente da GM submetida em dezembro passado ao Escritório de Registros dos EUA mostra que, na prática, a tecnologia empregada no Volt pode estar muito mais próxima da que equipa o Toyota Prius do que o sistema presente nos rivais Nissan Leaf ou Ford Focus Electric. O documento descreve que, no processo de autonomia estendida, há conexões mecânicas do motor a combustão com as rodas motrizes. Portanto, o propulsor a gasolina pode exercer a função de mover as rodas, além de atuar como gerador.

A GM já havia admitido que, em situações de alta velocidade, o motor a combustão pode se conectar diretamente com as rodas, já que, nestes casos, o processo de gerar energia para carregar o propulsor elétrico ocasionaria perde de desempenho e potência. Contudo, depois do surgimento da patente, a imprensa norte-americana já trabalha com a hipótese de que as circunstâncias em que o motor a combustão atua de forma primária não sejam tão restritas assim, transformando o Volt em um “mero” híbrido plug-in.




Fonte: motordream
Disponível no(a):http://motordream.uol.com.br

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