1 de jun. de 2012

Stock Car-Feldmann culpa demora da CBA em liberar medicamento

"Não tinha garantias de que não seria punido", diz o piloto sobre recusa em fazer exame

Alceu Feldmann (Duda Bairros/Vicar)

O piloto Alceu Feldmann, suspenso preventivamente nesta quinta-feira por 30 dias pela CBA, por se recusar a participar do exame antidoping da Stock Car após a etapa do Velopark, culpou a demora na liberação da Autorização de Utilização Terapêutica (TUE, na sigla em inglês) pela sua decisão em não realizar o procedimento obrigatório.

Por meio de comunicado oficial, o competidor da equipe Shell, de Andreas Mattheis, alegou ter solicitado "inúmeras vezes" à Confederação o documento oficial que libera o atleta para utilizar substâncias que podem acusar resultado positivo no exame, em caso de tratamento médico.
Feldmann explicou que possui apenas autorização verbal e por e-mail do presidente da Comissão Nacional de Medicina Desportiva da CBA, Dino Altmann, para utilizar um medicamento que serve a um tratamento endocrinológico.
Por isso, o piloto disse ter seguido orientação de seus advogados para não realizar o exame. "Há mais de dois anos, tenho autorização verbal e por e-mail do diretor médico da CBA e de outros especialistas indicados pela entidade para tomar um medicamento - que, inclusive, não traz nenhum tipo de benefício físico para a prática do esporte. Desde então, aguardo uma autorização oficial para uso do medicamento, a TUE", justificou.
"Como tinha autorização, mas ainda não tinha a TUE em mãos, apesar de tê-la solicitado inúmeras vezes, optei por não fazer o exame, seguindo orientação de meus advogados. Eu não tinha garantias por parte da entidade de que não seria punido", frisou.
Apesar da polêmica, a penalidade não afetará a campanha de Feldmann na Stock, já que a próxima etapa da categoria acontece somente em 1º de julho, em Londrina, data posterior ao período em que expira a suspensão.
O Tazio Autosport tentou contato com o piloto durante a tarde desta quinta, mas sua assessoria informou que ele não daria entrevistas. Por orientação dos advogados, Feldmann afirmou que só dará declarações por escrito e enviou a respostas por e-mail. Confira o comunicado na íntegra:
Há mais de dois anos, tenho autorização (verbal e por e-mail) do diretor médico da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e de outros especialistas indicados pela entidade para tomar um medicamento - que, inclusive, não traz nenhum tipo de benefício físico para a prática do esporte. Desde então, aguardo uma TUE (Therapeutic Use Exemptions) - autorização oficial para uso do medicamento.
Mesmo assim, fui chamado para a realização do exame antidoping após a etapa de Stock Car realizada no Velopark (RS).
Como tinha autorização, mas ainda não tinha a TUE em mãos, apesar de tê-la solicitado inúmeras vezes, e por não ter garantias por parte da entidade de que não seria punido, optei por não fazer o exame - seguindo orientação de meus advogados.
Toda a documentação está em poder da CBA e aguardo ansiosamente pela solução do caso.
Att.
Alceu Feldmann

Fonte: tazio
Disponível no(a): http://tazio.uol.com.br
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