Motor 1.6 quebra paradigmas, enquanto soluções internas o diferenciam.
Expectativa da marca em vender 40 carros ao mês é tímida.
Sedã tem 4,79 m de comprimento e entre-eixos de 2,82 m (Foto: Divulgação)Quem é o 508?
De mãos dadas com o 208, o 508 tem a missão de propagar pelo mundo a nova identidade visual da Peugeot, que mantém a grade avantajada e os faróis espichados, mas agora dispostos de maneira mais elegante – e ainda assim, imponente, graças ao capô cheio de vincos. Na traseira, outro momento de inspiração, com grandes lanternas avançando pelas laterais e para-choque “grudado” na carroceria. Impossível não lembrar da segunda geração do Audi A6 (1997 a 2004), onde para-choque e carroceria, visualmente, eram uma coisa só.

Ao lado do Kia Optima, é o sedã mais bonito da categoria, sem os exageros estéticos de validade prestes a vencer do Hyundai Azera ou a sisudez do Volkswagen Passat.
Para-choque se funde à carroceria, dando estilo ao modelo francês (Foto: Divulgação)
Interior tem soluções criativas, luxo e espaço (Foto: Divulgação)No mais, posição de dirigir acima da média, ergonomia idem, com regulagens elétricas obrigatórias nessa categoria. O volante tem o diâmetro certo, bom tanto para dirigir devagar, quanto convidativo para uma tocada mais esportiva. Pode assustar um pouco pela quantidade de botões, mas todos têm o símbolo de suas funções e seu manejo é intuitivo.
Botão de ignição do lado esquerdo: criatividade e boa distribuição na cabine (Foto: Divulgação)O acabamento é digno de carros da Peugeot, com materiais de qualidade e construção esmerada. Bancos bem recheados, espaço farto para todos ocupantes, som premium da JBL e ar-condicionado de quatro zonas completam o que se espera de um sedã grande.
Como anda?
O 508 é inédito, mas seu motor, não. Só nos últimos lançamentos acompanhados pelo G1, o 1.6 THP (Turbo High Pressure) apareceu duas vezes: no Citroën DS3 e no BMW Série 1. Brilhante em carros compactos – ele também aparece em toda a gama Mini –, o pequeno bloco de 165 cavalos e 24,5 kgfm de torque pode parecer inadequado a um sedã de 4,79 m de comprimento. Puro preconceito: o 508 anda tanto quanto o antigo V6 do 407, bebendo menos.
Faróis são direcionais de duplo Xenon. Coeficiente aerodinâmico é de apenas 0,26 cx (Foto: Divulgação)
Console central deixa a criativa alavanca do câmbio em posição privilegiada (Foto: Divulgação)Ficam duas impressões: o 1.6 calibrado para render 200 cv, indisponível no sedã mesmo lá fora, seria mais divertido, mas de maneira alguma obrigatório. Por outro lado, é notório que os 165 cv são o mínimo que o 508 precisa para andar com eloquência e o mínimo de diversão. Ou seja, em nenhum momento falta motor, mas tampouco sobra.
Paddle-shifts fixos na coluna, e não no volante, tornam condução diferenciada (Foto: Divulgação)Mercado
Segundo a Peugeot, 85% dos compradores do 508 são homens, dos quais 82% são casados e com filhos (81%). Para esses, é bom que os 473 litros do porta-malas sejam suficientes, porque a importação da versão perua do modelo está descartada. “Os SUVs e crossovers tomaram o lugar das peruas no mundo todo. Não vale a pena trazer a versão perua de um carro que já tem o volume de comercializações baixo”, explica ao G1 Frederico Battaglia,diretor de Marketing da Peugeot do Brasil. A expectativa da marcar é vender 200 unidades até o final do ano, e em 2013 emplacar de 30 a 40 carros/mês.
Versão perua está descartada para o Brasil (Foto: Divulgação)A resposta para quem pergunta se deve investir no 508 e quebrar o paradigma de andar num sedã grande com motor de 2 litros é sim. E quem recorrer à (discutível) ausência de tradição da Peugeot na categoria para contestar sua compra deve ponderar: as coreanas, outrora sem tradição nenhuma nesse segmento, hoje nadam de braçada.
Fonte: G1
Disponível no(a): http://g1.globo.com/carros
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